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Movimentando a economia de sul a norte
26/06/2020

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História de Capa

Há 20 anos atrás nascia essa empresa, com a premissa de realizar a manutenção de baús e câmaras frigoríficas. Levando em consideração as demandas do mercado, resolveu ir muito mais além, focando também na fabricação de produtos. No início de 2019, a RodoSul passou por uma grande reestruturação se tornando uma das maiores empresas do Brasil no setor.

Para compreender o processo de reestruturação da RodoSul conversamos com lideranças que são peças chave nesse crescimento. Descobrimos inclusive, como uma das maiores empresas do país na fabricação de baús, enxergou num momento de pandemia, uma oportunidade de expansão e desenvolvimento. Hoje, graças a esta história, a RodoSul vem sendo reconhecida nacionalmente e através de seus consumidores movimenta a economia de inúmeras cidades.

No segundo semestre de 2019, a empresa inaugurou a RodoSul/RodoAP, sua primeira unidade localizada no nordeste do país, na cidade de Messias - AL. “Essa oportunidade surgiu a partir de uma análise estratégica de mercado, e atualmente essa filial vem sendo responsável por facilitar a logística na relação consumidor e fornecedor”, explica Romacir Saggin, Diretor Geral da RodoSul.

Gestão, empreendedorismo, mercado financeiro e intensa reestruturação foram os processos que garantiram a RodoSul o crescimento expressivo no período de um ano e meio.

Muitas das conquistas que a empresa tem alcançado se deve ao início dessa história, quando os irmãos Eliseu e Valdemir Moraes, há vinte anos atrás, com visão e empreendedorismo, superaram dificuldades e problemas para manterem-se no mercado. Nesse novo cenário, a empresa dá continuidade ao trabalho, com qualidade do início ao fim, expandindo seus produtos para todo o Brasil.


Expansão de sul a norte

Quando iniciou o direcionamento do setor de vendas para fora do Rio Grande do Sul, se descobriu um imenso mercado sedento por produto de qualidade. Romacir conta que numa primeira viagem que o departamento comercial fez para São Paulo e Curitiba, houve a comercialização de 25 baús. “Nunca tínhamos atuado fora do estado e com a mudança de realidade de vendas passamos a fabricar na época, um baú por dia. O comercial também foi abrindo novos horizontes no centro do Brasil. É claro que partimos da premissa que a RodoSul precisava implantar almoxarifado, controle e sistema, questões fundamentais hoje numa empresa que tem o trabalho profissional e metas claras de beneficiar o público alvo e crescer. Tudo foi sendo estruturado aos poucos”.

A partir desta realidade, a RodoSul adquiriu sistema voltado para custos industriais, contratou uma empresa para a realização de projetos de baús, consolidou um setor de compras e claro, um forte setor de vendas.

Foi em julho de 2019 que as primeiras conversas sobre a implantação de uma unidade fora do Rio Grande do Sul surgiram. “Era uma empresa da região metropolitana de Maceió, há 30 anos no mercado e com uma estrutura física grande que nos procurou para comprar kits de baú. Na semana seguinte apuramos as questões de números, valores e ideias, em duas semanas estávamos fazendo a reestruturação da direção e proprietários. Em meados de agosto definimos nosso negócio e em outubro já estávamos produzindo. Foi um trabalho de 70 dias, entre fechamento da ideia e início da produção”, explicou Romacir.

Atualmente, todas as fábricas de baús frigoríficos de nome nacional, estão organizadas na região sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), enquanto o nordeste, por exemplo, ficava, de certa forma desassistido no segmento. Foi assim que a instalação de unidade no local, teve não só boa aceitação comercial, como o faturamento de 2019 triplicou em relação à 2018. “Tivemos um faturamento de 540%. Em contrapartida o nosso custo fixo aumentou 85% apenas. Foi com base nessas conquistas que procuramos novos desafios, com ainda mais expansão do negócio”.

A partir de reunião com as lideranças da empresa, foi discutida a necessidade de ter mais unidades da RodoSul no Brasil, fato justificado pela logística. “Com a fábrica no RS, a fábrica na região nordeste, pensamos em abrir uma terceira que atenda a demanda no centro e no norte do país. Tudo isso pensamos em fazer com estruturas menores, a fim de garantir uma gestão forte e eficiente”, destacou Saggin. O objetivo da terceira unidade fabril, no entanto, foi adiada, devido à situação mundial trazida pelo novo coronavírus. Este que tem sido visto como oportunidade pela direção da RodoSul. Entenda porquê.


Oportunidade na crise

No período de dezembro de 2019, janeiro e fevereiro de 2020, a RodoSul Baús Frigoríficos teve uma comercialização significativa. Foi o que lhe impulsionou a não parar a produção no período que vinha a seguir. Mesmo com queda nas vendas entre fevereiro e abril, a empresa não interrompeu as atividades, mas sim readaptou-se ao novo modelo de mercado.

“Em meio a pandemia obviamente foi necessário nos readequarmos. Mas como nossa estrutura é enxuta não houve um 'desespero' por corte de custos. Já estávamos projetados para questões como esta”.

Romacir acrescenta que “a readaptação principalmente no setor comercial foi importante, levando em consideração a liquidez que estava muito à frente em relação ao que era necessário comprar. Readaptamos inclusive os prazos de pagamento. Quando apareceu a crise, foi repensada toda esta questão”.

Outra medida implementada com a pandemia, foi o redirecionamento das vendas para a região de Goiânia, Mato Grosso, Pará e Tocantins, onde há o entendimento de que o setor de criação de gado e transporte de carne não foi afetado drasticamente e seguia com as atividades. “Esta região equivale a 65% de nossa produção. Então em apenas três semanas colocamos produção em casa para mais 45 dias. Hoje estamos com quase 60 dias com carteira a frente na linha de produção e com vendas muito boas, já que o próprio mercado se readaptou. Os clientes também ficaram com medo de comprar com pagamento a longo prazo, então ao invés de comprarem 10 baús estão comprando 5, mas à vista”, concluiu.

O diretor geral destaca que como consequência da pandemia a empresa acabou se estabilizando, através de um novo redirecionamento comercial.

No entanto, Romacir explica que o equilíbrio financeiro e o crescimento da empresa não se devem apenas a reorganização interna e comercial, mas também à equipe de colaboradores que entendeu o propósito e abraçou à causa: “Conseguimos selecionar uma boa equipe de trabalho que abraçou a causa e comprou a ideia conosco. Realizamos uma reunião em março, mês que lançamos o desafio de sair desta crise melhor do que quando entramos nela. Está dando certo”.

Com a concretização, prevista para muito em breve, da terceira fábrica, a RodoSul manterá o sistema de estrutura enxuta, levando em consideração a administração de forma mais tranquila de qualquer cenário econômico que possa aparecer. No entanto, o foco principal segue o mesmo: a qualidade no produto ofertado.


O produto RodoSul

Muito mais do que a missão constante de crescimento, a RodoSul busca a melhora contínua de seus produtos. Atualmente são mais de 38 modelos e projetos de baús consolidados de forma minuciosa no sistema da empresa.

Romacir explica que “o maior vendedor da empresa hoje, é o próprio produto” e que o desafio agora é “tornar a marca RodoSul ainda mais conhecida e solidificada no país”. Saímos claramente de um cenário regional para um cenário nacional que aos poucos vai conhecendo melhor nossa marca e nossa proposta”.


Crescimento na produção

São produzidos aproximadamente 25 baús por mês na matriz. Com uma nova linha de montagem sendo projetada, para o mês de julho, a empresa prospecta o aumento da produção para 35 baús ao mês. Na fábrica em Maceió, são produzidos em média 13 a 14 baús ao mês.

A produção ocorre de forma artesanal, levando em conta sempre o preparo das equipes de montagem e manutenção. Atuam na RodoSul em Marau hoje, 43 colaboradores somados entre os setores de administração e fábrica e 23 na unidade de Maceió.


A visão comercial sólida e diferenciada

Atualmente a empresa passou do porte familiar e regional, para nacional, atendendo polos e regiões diferentes, por isso foi necessária uma nova organização interna. Segundo o Gerente Comercial da RodoSul, Maike Taisson Vieira de Oliveira, que também acompanhou todo o processo de transformação da empresa, “esse foi um processo de desconstrução da mentalidade de que podíamos atender apenas o RS, quando percebemos o que o mercado teria a nos oferecer fora do estado”.

Além de estar sempre de olho nas mudanças de mercado, na construção de novas parcerias, Maike tem como missão profissional garantir a harmonia entre todos os setores da empresa: “Cada setor tem sua responsabilidade, o compras, o organizacional, o financeiro, e o comercial. Nós sabemos que temos que realizar nosso trabalho de modo que seja garantida a estabilidade de diversas famílias”.

Para ele a dedicação à empresa não se dá apenas pela necessidade financeira no final do mês: “A gente trabalha pelo amor, por vestir a camisa da empresa, por ajudar o colega, por ver que estamos fazendo parte do desenvolvimento de um produto que é comercializado no país todo. Além disso, nós não vendemos apenas um produto, nós vendemos uma solução para o nosso cliente e nisso está toda a diferença”, explicou.

Não somente a visão de mercado, mas o gerente comercial aposta no produto, o motivo principal da empresa existir e expandir cada vez mais: “Entregamos um produto de qualidade, um dos mais reforçados do Brasil e com custo benefício. Ele tem ótima aceitabilidade aliado é claro com a seriedade na forma em que trabalhamos. A gente prioriza sempre o nosso cliente”.

Como pioneira no segmento em levar o produto baú frigorífico para outras regiões do país, a RodoSul entende o significado de estar mais perto do seu consumidor final, distribuindo com mais agilidade. “Sempre digo que somos uma pequena empresa trabalhando com um grande produto. Por isso viemos desde 2019 fazendo um trabalho diferenciado e colhendo resultados positivos. A partir do entendimento da situação da crise ocasionada pela pandemia, foi necessário toda a empresa se reajustar, especialmente o setor comercial”, colocou.

Maike acredita que a crise só existe para quem aceitou essa situação. “Vejo que o problema é 10%. Já 90% é a ação que iremos ter diante do problema. Nós da RodoSul estamos vendo o problema pequeno e buscando fazer diferente no mercado”, concluiu.

A RodoSul Baús Frigoríficos projeta crescimento expressivo ainda para este ano e planeja atuar em 2021 de forma ainda mais determinada.




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