Notícias

Obesidade é uma epidemia
02/01/2021

Compartilhe:
Especial Saúde

Metade da população brasileira está acima do peso. Segundo os cirurgiões da Gastro Clínica de Cirurgia da Obesidade e do Aparelho Digestivo, Diego Mattioni Maturana e Rafaela Lazzari Pietroski, a obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública da população, que leva a óbito aproximadamente 168 mil brasileiros todos os anos.

O aumento do peso é uma consequência, principalmente da má alimentação e sedentarismo, hábitos muito comuns na sociedade atual, ou ainda, de fatores genéticos, hormonais, metabólicos ou psicológicos.

O Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos, figurando no segundo lugar, em número de cirurgias da obesidade realizadas. São cerca de cem mil por ano. “A população fica cada vez mais acima do peso, as facilidades que se tem à mão, para enfrentar a correria e o estresse do dia a dia, também são responsáveis por engordar e roubar anos de vida das pessoas”, comentam os cirurgiões.


Não é só estética: o excesso de gordura faz mal ao corpo


Atualmente, existe uma corrente que defende que cada um precisa aceitar o corpo como ele é. Isso é muito legal e realmente devemos nos sentir bem como somos, independentemente de qualquer diferença. Só não podemos esquecer que, quando o assunto é obesidade, estamos falando de uma alteração no organismo, uma doença que tem controle e se não for combatida pode levar à morte.

Quando há um problema que afeta a saúde do organismo, é preciso combatê-lo e buscar meios de, pelo menos, minimizar os prejuízos que ele traz à nossa qualidade de vida. Estima-se que 95% dos obesos possuam alterações no organismo, que agravam os riscos.

A expectativa de vida do brasileiro é de 75 anos, mas para o obeso essa idade despenca e cai para 62.? “A cirurgia bariátrica é uma ferramenta que recondiciona a vida, dá oportunidade aos pacientes viverem mais tempo e com qualidade” - afirmam Diego e Rafaela.

Pacientes que podem realizar a cirurgia bariátrica, são aqueles que possuem IMC (Índice de Massa Corporal) de 35 a 40, associado a outra doença, ou aquele caracterizado com obesidade mórbida, com IMC acima de 40. Também é indicada para diabéticos de difícil controle, com IMC acima de 30.

Além do emagrecimento e da perda de peso, consequentemente ocorrem mudanças de hábitos e rotinas. O paciente reconhece sua nova chance e se prepara para aproveitar essa oportunidade, vivendo com mais satisfação e fazendo escolhas conscientes e saudáveis.


A Gastro


A história da Gastro - Clínica de Cirurgia da Obesidade e do Aparelho Digestivo está sendo escrita pelos jovens cirurgiões, Diego Mattioni Maturana e Rafaela Lazzari Pietroski, com o propósito de poderem contribuir para uma sociedade saudável.

Conheceram-se durante a faculdade, em monitorias e estágios e a partir de então, passaram a dividir a paixão pela especialidade da cirurgia do aparelho digestivo. Com o passar do tempo, decidiram trabalhar juntos e montar uma clínica especializada.

Diego, 36 e Rafaela, 30 são médicos formados pela Universidade de Passo Fundo – UPF. Ambos prestaram residência médica em Cirurgia Geral, pelo Hospital São Vicente de Paulo – HSVP e residência médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo, pelo Hospital São Lucas da PUC, em Porto Alegre. Atuam nas áreas de cirurgia oncológica, intestino e estômago. Envolvido de forma mais intensa com a cirurgia da obesidade, Diego também se pós-graduou em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

?“Transformar a realidade de uma pessoa com obesidade mórbida, que já não consegue andar ou cruzar as pernas, tem uma vida totalmente limitada, geralmente é hipertensa e diabética, através de um procedimento cirúrgico, onde ela se torna ativa, deixa de tomar remédios para sobreviver e passa a viver com qualidade de vida é muito gratificante”- afirma o cirurgião.

Eles vivem de forma intensa o trabalho e dedicam-se diariamente em busca de melhores resultados. Explicam que a especialidade possui técnicas que evoluem constantemente, por isso é necessário muito estudo e aperfeiçoamento. “A técnica bypass gástrico é a mais utilizada, teve sua origem há cinquenta anos atrás e sempre surgem novidades para melhorar seus resultados”- contam.

A experiência dos cirurgiões é bastante significativa, visto que já operavam, enquanto residentes, em um dos serviços com maior volume de cirurgias, em Porto Alegre, no Hospital referência do Rio Grande do Sul, um dos únicos responsáveis pelas demandas de cirurgia via SUS do estado.

Para acompanhamento e realização da bariátrica é muito importante que o paciente busque uma equipe que esteja habituada e estruturada para a cirurgia. Profissionais que sejam reconhecidos na especialidade e que atuem de forma que minimize a distância entre cirurgião e paciente, eliminando os riscos, através de um excelente atendimento pré e pós-operatório.


A equipe multidisciplinar da Gastro


A Gastro Clínica iniciou suas atividades em Passo Fundo e Marau simultaneamente, em janeiro de 2018. “Identificamos a necessidade de montar um serviço especializado em Obesidade nessas duas cidades, aproveitando suas localizações favoráveis, qualidade de serviços hospitalares e considerando o número alto de pacientes obesos na região” - pontuam.

O paciente obeso tem características próprias, diferentes daqueles sem excesso de peso, por isso, é fundamental ter uma equipe em constante atualização e com conhecimento específico para prestar o melhor atendimento para tais.

As mudanças pós cirúrgicas não ocorrem apenas no corpo, mas também na mente e alteram uma série de outras coisas. Em função dessa particularidade, a clínica oferece uma equipe multidisciplinar, comprometida com o tratamento da obesidade, com protocolos específicos para cada especialidade, formada por médico cirurgião, clínico, cardiologista e anestesiologista, enfermeira, fisioterapeuta, nutricionista, psiquiatra e psicóloga.

Com o trabalho dessa equipe, se torna mais fácil para o paciente acelerar seus resultados na busca pela qualidade de vida, e ainda, favorece a recuperação, podendo voltar o mais breve possível para as suas atividades.

É indicado ao paciente que ele permaneça com acompanhamento junto a Gastro pelo período mínimo de cinco anos e durante toda sua vida faça check-up anual.


A obesidade e o Coronavírus


Estudos recentes revelaram que a obesidade é a condição crônica que mais leva pessoas a serem hospitalizadas pelo coronavírus. Ela esteve relacionada com um risco três vezes maior de desenvolvimento da forma mais agressiva da doença.

A obesidade causa inflamações no corpo. Somadas as inflamações causadas pela Covid-19, os resultados podem ser bem trágicos. Além disso, a maioria dos obesos têm uma ou mais comorbidade, fator que influencia numa incidência maior da doença.

Além disso, a pandemia trouxe ansiedade e apreensão, e como reflexo muitas pessoas acabaram ficando mais gordas, criando hábitos alimentares compulsivos e permanecendo afastadas das academias e de atividades físicas.

O quadro da população brasileira, onde 20% já está obesa (cerca de 40 milhões de pessoas) ficou ainda mais delicado. “A expectativa para os próximos anos é de que a população vai precisar ainda mais dos recursos da cirurgia bariátrica” - afirmam Diego e Rafaela.

Eles também alertam sobre a importância de começar uma educação alimentar correta ainda na infância. Pois uma criança obesa, sem dúvidas será um adulto doente.



Galeria de fotos