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Memórias de Natal
04/01/2021

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As memórias do Paulinho

Seu nome é Paulo Ricardo Borges, mas muita gente conhece como Paulinho Gaio. Essa inversão dos sobrenomes vem dele ter sido criado pelos avós maternos, família Gaio.

Nessa convivência com os avós e os tios, recebeu valores e incentivo para desde jovem trabalhar e buscar sua independência. Ele sempre esteve disposto a vender picolés, frutas, o que aparecia. Aos 11 anos trabalhou como auxiliar de mecânico, depois foi servente de pedreiro e quando tinha 14 anos teve sua carteira de trabalho assinada.

Em 1991, casou-se com Jartirlene Bortolini, a maior incentivadora da sua missão como Papai Noel e tiveram duas filhas, Paola e Joana. “Elas são a maior bênção da minha vida. Tudo que eu pedi a Deus Ele já me deu, saúde e trabalho nunca faltaram e a família, que me completa. Só falta realizar um sonho, ser Papai Noel dos meus netos”, diz Paulinho.

Sempre gostou muito de ajudar os outros. Por esse motivo, é que aos 24 anos, aceitou o convite de sua tia Marlene Gasparin, para participar da festa de Natal da APAE de Marau. Pela primeira vez vestiu a roupa que transformou sua vida. Desde então, o Natal nunca mais foi o mesmo para ele. “São trinta natais, nem sei dizer como minha vida mudou e quantas pessoas me ajudaram a fazer isso. Fui Noel no shopping, no lilico, no antigo Hospital Providência, nas empresas em que trabalhei, na Perdigão, Plásticos Negrinho, em Camargo, Plastimarau, agora na Cooral, na festa de natal da Gruta Nossa Senhora de Lourdes, onde recebíamos mais de mil crianças, e muitos outros lugares, com a parceria da comunidade, empresários, entidades, familiares e amigos”, conta.

Faz três anos que acompanha as sessões de fotografia de natal da Personal Click. “O convite da Janei e da Patrícia Minosso encheu meu coração de alegria. É tão bonita a convivência com elas e os momentos que passamos juntos com as famílias, que registram a importância e a alegria do Natal. Acredito que isso traduza o significado dessa data, são momentos para refletir, mas também celebrar as coisas boas, as realizações, a vida em família, a oração e a importância das amizades e de estender a mão ao próximo”, finaliza.

O sino

Paulinho já disse para sua família que no dia em que ele não estiver mais aqui, o sino continuará sendo símbolo da sua história.

Ele carrega há trinta anos essa peça que pertenceu à sua mãe e que ela lhe deu. “Quando estou com o sino sei que estou de mãos dadas com ela. Minha mãe amava o Papai Noel e adorava que eu fizesse esse trabalho”, recorda.

O sino, que também simboliza a vida, deverá continuar tocando por muitos e muitos anos. “Até que Deus me der saúde eu serei Papai Noel”, afirma Paulinho.

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