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JOVINO SEGALA: um líder em nossa cidade
22/02/2018

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História de Capa

Em 2 de março de 1948 nasceu no interior de Marau um menino, que se tornaria logo adiante uma grande liderança em nossa sociedade, e uma inspiração para muitas pessoas, na comunidade, no tradicionalismo e como empresário. Seu nome é Jovino Segala.

Prestes a completar seus 70 anos, e a celebrar 45 anos de companheirismo e união com sua esposa, dona Agostinha Segala, Jovino recorda nesta reportagem de seu período como estudante, empresário, vereador, colaborador e incentivador de diversas entidades do nosso município, e mais recente, de sua passagem pela patronagem do CTG Felipe Portinho, entidade da qual ainda é Patrão Conselheiro. “Eu quero dentro das minhas possibilidades continuar ajudando, trabalhando em nossa empresa e curtindo a família”- comenta Jovino.

 A busca pelo futuro promissor

Dez quilômetros de estrada de chão. Este é o percurso que liga a comunidade de Gramadinho, no interior de Marau, ao centro da cidade. Numa pequena propriedade situada neste local, o casal Antônio Segala Neto e Angelina França Segala criaram, com muito amor e carinho, seus filhos Jovino, Nelci, Lorena, Mário, Mari Salete, Nair e Celso. Apesar das dificuldades, eles nunca deixaram faltar o básico para os sete irmãos.

A vida na roça não era fácil e, por isso, o Sr. Antônio sempre incentivou os filhos a buscarem uma vida melhor. Para que isso fosse possível, ele aconselhava a todos a seguirem seus estudos. “Meu pai sempre dizia: tem que estudar, na roça não dá pra trabalhar”, relembra Jovino, que cursou o primário – como era chamado na época – em um pequeno colégio localizado na comunidade. “Depois disso, para entrar no “Ginásio” era necessário fazer o exame de admissão; foi quando estudei no Grupo Escolar Charruas e passei a residir em Marau”, comenta.

Por causa dos estudos, Jovino morou por muitos anos na casa da família Sartorelli. Apesar de inúmeras vezes ter pensado em desistir de viver aqui na cidade para voltar e ajudar a família no interior, seu pai lhe incentivava a permanecer. “Todo domingo à tardinha ele me trazia para Marau a cavalo. Muitas vezes eu ia para casa no fim de semana e dizia que não iria mais voltar para Marau e ele insistia que voltasse”, afirma.

Passada a fase do ensino básico, Jovino fez durante seu ensino médio o curso Técnico em Contabilidade e, quando concluiu, começou a pensar em cursar uma faculdade. “Na época esperei até o último dia para me inscrever na Universidade de Passo Fundo. Fiquei entre contábeis, econômicas ou administração de empresas, então me inscrevi na que tinha menos candidatos. Foi então que me formei em ciências econômicas”, conta.

 Dedicação à carreira profissional

Jovino começou a trabalhar com doze anos de idade no Armazém Sartorelli, um minimercado próximo ao centro de Marau, depois foi para o quartel e, quando voltou, começou a trabalhar no Escritório Mercúrio, do falecido Alberto Perin. “Na época, ele fazia a contabilidade do Armazém e eu cheguei pedindo serviço. Ele me disse que não me pagaria nada nos primeiros três meses e eu topei, disse a ele que fazia questão. Tive sorte que no segundo mês de trabalho um rapaz que trabalhava comigo fez concurso para o Banrisul, passou e eu assumi a vaga dele no escritório. Foi ali que comecei minha vida profissional”, relembra.

Em maio de 1971, ele iniciou um novo emprego, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, depois, em 72, foi admitido na empresa da família Longo, onde permaneceu por seis anos. Jovino também foi um representante no legislativo marauense, em 1972, foi vereador pelo antigo partido Arena, hoje Partido Progressista. Em 1978 surgiu, então, a oportunidade de abrir um escritório com o Sr. Luiz Brocco, uma parceria que durou até 1993. “Depois nos dividimos e, hoje, tenho uma empresa de contabilidade, a Segala Contabilidade, que conta com quase 40 funcionários, que atende mais de 300 empresas e pessoas físicas entre 800 e mil pessoas”, frisa.

 O amor pela família

No meio desta trajetória, Jovino, como qualquer outro jovem da época, também sonhava em encontrar alguém com quem pudesse “juntar as escovas de dentes”. Foi aí que ele conheceu Agostinha Andreis, com quem casou aos 25 anos de idade e teve três filhos, a Vanessa, o Wagner e o Giovani. Em 2018, o casal comemora 45 anos de companheirismo e lealdade.

Cada filho seguiu uma profissão; Vanessa está à frente do escritório junto com o pai, Wagner é advogado e Giovani é funcionário federal. Todos eles têm como maior inspiração a garra e a persistência de Jovino, na luta constante pelos objetivos. “A gente aprende com nossos pais e transmite aos nossos filhos, sinto muito orgulho de cada um deles”, diz Jovino.

 CTG Felipe Portinho: uma história escrita por muitas mãos

O CTG Felipe Portinho completou 60 anos de história no dia 8 de fevereiro de 2018. Uma trajetória bonita, de seriedade e comprometimento com as tradições e a cultura do Rio Grande do Sul. A entidade é reconhecida em todo o Estado e leva Marau como um celeiro de pessoas que ainda mantêm viva a cultura gaúcha no dia a dia.

Essas seis décadas são resultado da união de muitas pessoas. Jovino Segala é uma delas. Além de participar ativamente das ações do CTG, ele assumiu a patronagem quando o Sr. Orides Luzzi (em memória) renunciou ao cargo para ser secretário municipal, no ano de 2014. Em 2016, Jovino foi escolhido novamente para comandar as atividades do CTG, ficando à frente da patronagem até o fim de 2017.




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