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Ruth Catanio: a primeira patroa do CTG Felipe Portinho
22/02/2018

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Tradicionalismo

O CTG Felipe Portinho ao longo dos seus sessenta anos de história sempre foi conduzido por patrões. Porém neste ano, após a escolha da nova patronagem, a tradicionalista Ana Ruth Catanio se tornou a primeira mulher eleita para conduzir as rédeas desta entidade.

Nascida em Marau, na comunidade de São João La Maison, Ruth é filha de Naurelino Gonçalves e Jurema Barbosa e irmã de Antônio, Jandir, Luis Joacir, João Carlos, Juarez, Salete e Jandira. Quando era adolescente, morou em São Pedro do Jacuí e, ao completar 21 anos, mudou-se para a cidade, onde conheceu o seu atual esposo, o Sr. Sério Catanio. Dessa relação nasceram seus dois filhos, o Cristiano e a Cristiane Catanio. “Namoramos um ano e pouco e casamos em 1974. Da nossa união vieram nossos dois filhos, que levam a vida e seguem o exemplo dos pais”, conta a patroa.

Dos 60 anos do CTG Felipe Portinho, Ruth soma 30 anos de amor e comprometimento com a entidade. Ela conta que começou a participar por causa de sua filha. “A Cristiane dançava em um grupo no Colégio Cristo Rei e desta iniciativa montaram uma invernada. Na época, o professor era Júlio Cesar Minella, mas como a escola só tinha até a quarta série, ela precisou sair. Em um domingo, o então patrão Gilmar Borges foi na minha casa e nos convidou para participar do CTG, dizendo que sabia que a nossa filha queria dançar em uma invernada. Aí fomos conhecer a entidade”, relembra.

Ruth recorda ainda que ela e o esposo também passaram a frequentar o CTG e, na época, foram convidados para a invernada de Tordilho, onde Paulo Vieira era o professor. “Nós íamos apresentar nossa invernada em vários lugares, era linda, depois o professor precisou sair e aí acabamos nos dispersando”, conta.

De lá até então, Ruth sempre se envolveu nos eventos do CTG, ajudando, também, a coordenar a cozinha nas festas, entre outras funções. Para ela, ser escolhida patroa da entidade é motivo de muito orgulho. “Para mim é um orgulho ser a primeira mulher a assumir a patronagem. Cada ano, cada patrão que passa deixa sua marca, uma história. Então temos que dar continuidade a isso e nossa equipe de trabalho é muito boa, todos trabalham juntos”, frisa.

Ela acredita que todos os patrões deixaram sua marca frente ao CTG. “Eu acho que não sou mais que os outros, nós somos todos iguais. Acho que cada um deve ser valorizado. Quando todo mundo trabalha unido é difícil de tocar a entidade. Não tenho um, mas vários “braço direito” lá dentro, todas as mulheres e os homens, por isso tenho certeza não vai ser difícil de tocarmos a entidade”, pontua. Ruth afirma, ainda, que o CTG é como uma segunda casa. “Somos uma família. No domingo, por exemplo, vamos todos para lá, então passamos o tempo jogando bocha, tomando chimarrão. É nossa segunda casa e isso é muito gratificante”, ressalta.