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Maico Betto - Prefeito por inteiro
02/04/2018

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História de Capa

A vida lhe transformou em um homem simples e o destino lhe fez uma liderança dentro de todos os espaços públicos que ocupou. Este é Maico Serafini Betto, o prefeito de Vila Maria, que preza pelas coisas simples da vida, a família, os amigos e a lavoura, coisas que ele aprecia, além do cargo que ocupa, ao qual se dedica em período integral.

?Nascido em Vila Maria no dia 20 de outubro de 1987, Maico Serafini Betto é o mais velho dos três filhos da família de Carlos Antônio Betto e Salete Serafini Betto. Depois dele, vieram seus dois irmãos, o Alan, que tem 24 anos, e a Ana Stela, de 16. Até a oitava série, Maico estudou na Escola Estadual de Ensino Médio Vila Maria – EEVIMA. “Quando entrei no pré, eu era um pouco temido pelas professoras porque sempre fui muito arteiro em casa, mas, por incrível que pareça, na escola acabei sendo o oposto disso”, relembra. Nessa época, ele dividia a rotina escolar com brincadeiras com os vizinhos e amigos. “As brincadeiras e costumes daquela época eram diferentes, apesar de não fazer tanto tempo, mas tudo mudou muito rápido. Brincávamos de jogo do taco e futebol, tomava banho de rio, não tinha tanta tecnologia. Minha infância foi marcada por essas coisas”, ressalta.

Como a família era proprietária de um restaurante, Maico sempre foi muito próximo aos seus avós maternos. “Eu morava com eles e muito da minha formação foi inspirada na maneira como eles viviam. Muitos dizem que avós são segundos pais, mas naquela época eles eram praticamente os primeiros pais para mim, meus exemplos, principalmente no gosto pela agricultura. Meu avô Etelvino Serafini também sempre foi ligado à política e tinha responsabilidade com a sociedade, inclusive durante muito tempo foi comissário na época que Vila Maria era distrito de Marau”, comenta.

Quando concluiu o ensino fundamental, aos 14 anos, ele ingressou no curso técnico agrícola de Sertão, onde saiu de casa para fazer o Ensino Médio. Mesmo muito jovem, ao final dos três anos de estudos foi selecionado e teve a oportunidade de fazer estágio no estado do Mato Grosso, onde pôs em prática todo aprendizado na área da agricultura. Depois disso, Maico morou por quase três anos na Bahia, onde a família trabalha com lavoura, mas retornou à terra natal em 2008, para cursar Agronomia na Universidade de Passo Fundo. Ele lembra que, por gostar muito de futebol e jogar no GEL, até fez teste para atuar no Grêmio, mas foi nesta época que optou pela formação superior. “Minha família não era tão ligada à agricultura, mas segui neste caminho porque gosto muito do interior e acho que o agronegócio sustenta o Brasil, e em Vila Maria não é diferente. Para mim sempre foi muito desafiador entender como tudo acontece nesta área”, explica.

?O envolvimento nos espaços políticos

Nessa trajetória junto à UPF, Maico que já havia tido a experiência integrando o Grêmio Estudantil da escola agrícola, foi eleito presidente do Diretório Acadêmico dos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária e atuou, também, no Diretório Central de Estudantes – DCE da universidade.

Em 2012, no último ano de faculdade, ele foi convidado a ser candidato a vice-prefeito de Vila Maria, ao lado da prefeita Neura Matt. “No meu décimo semestre estagiava na Embrapa Trigo e também fui candidato. Apesar de muito trabalho, acho que sempre fui um bom aluno. Tudo aconteceu muito rápido na questão de planejamento, como se o destino quisesse assim”, destaca.

Depois de quatro anos de experiência junto ao governo municipal, em 2016 ele concorreu a prefeito e foi eleito com 1.646 votos. “É um orgulho para mim, com 30 anos de idade, ter sido o segundo vice-prefeito mais novo do Estado e agora em minha segunda atuação na atividade púbica ser o segundo prefeito mais novo e poder representar as pessoas que passaram por aqui e contribuíram, independente da época ou partido, da forma como fizeram, todos somaram. Representar a população é uma grande responsabilidade para alguém de 30 anos, são 5 mil pessoas que, querendo ou não, dependem da minha atuação como prefeito, isso me deixa muito orgulhoso”, afirma.

Com relação à rotina, Maico diz que não há como se desvincular do cargo. “Sou prefeito 24 horas por dia, não tenho fim de semana ou feriado. É bom que seja assim, eu procuro ter uma agenda bastante extensa, cumprir todos os compromissos, mas quando posso unir a tarefa de prefeito à de um cidadão comum, como visitar alguém, jogar bola, fazer jantas, dar uma volta no interior, espairecer, ouvir as pessoas, essas coisas, eu faço. Me sinto bem na simplicidade”, comenta.

O envolvimento no meio político vem de berço, porque seu pai, avô e tio sempre foram muito ligados a isso. “Viemos de uma veia política, está dentro de nós. Sempre achamos que podíamos fazer algo diferente, por isso busco isso no dia a dia dentro da prefeitura. A gente precisa evoluir, mesmo que aos poucos, precisamos buscar mudar a mentalidade das pessoas que acham que se não é do seu partido é porque não presta. Acredito que tem gente boa em todas as áreas, procuro dar esse exemplo e trabalhamos para o melhor e por todas as pessoas”, ressalta.

?Novas vivências a cada dia

Para Maico, os primeiros quatro anos como vice-prefeito lhe garantiram muito aprendizado. “Eu não tive a oportunidade de ser vereador ou secretário, fui direto como vice. Acho que isso me ajudou em alguns pontos, você acaba tendo outra visão ao se deparar com as diferenças que existem na iniciativa privada e no poder público. Me propus a aprender, correr atrás, a me dedicar à prefeitura. No decorrer de um aprendizado é natural que ocorram alguns erros, que nos servem como inspiração para as futuras ações”, ressalta.

Ele diz que, ao assumir a prefeitura, algumas coisas são essenciais para o andamento dos trabalhos. “É um aprendizado contínuo, as coisas vão se modificando, mas com humildade e envolvimento se aprende muito. O Poder Executivo é uma faculdade pra vida, aprendemos tudo e geralmente na pressão, porque as coisas têm que acontecer, do contrário a cidade não avança”, diz.

Maico também é o atual presidente da AMPLA - Associação dos Municípios do Planalto Médio, onde, a cada reunião, aprende algo novo com seus colegas prefeitos. “Eu sou da ideia que aprendemos com as experiências de outras pessoas. São dezessete municípios dos mais diferentes tamanhos. Vendo a realidade de cada um podemos agregar e nos espelhar em muitas coisas. Isso me deixa feliz por representar uma região tão forte em todos os sentidos, são mais de 350 mil pessoas nos municípios que correspondem a esta entidade”, avalia.

A maior missão de um prefeito é ter humildade para reconhecer os próprios erros. “Precisamos ser humanos, como todos os outros vamos errar em algum momento, por isso a necessidade de sermos humildes e reconhecermos. Esta é uma época extremamente complicada, principalmente pela dificuldade financeira e falta de credibilidade no setor político”, afirma.

Recentemente, ele também ganhou o troféu Top Of Mind, através de uma pesquisa realizada pela FABE e ACIVI, foi eleito o político mais lembrado de Vila Maria. “É um prêmio muito expressivo porque são inúmeras lideranças políticas no município, como ex-vereadores, prefeitos, entre outros. Eu tive essa felicidade e acho que isso foi recorrente ao trabalho que tento fazer por uma política diferente”, afirma.

Com relação ao futuro, Maico diz que seguir a carreira política não é seu objetivo. “Nenhum acontecimento na minha vida foi premeditado, as coisas aconteceram, o destino encaminhou, mas o que penso a longo prazo é que carreira politica não é meu objetivo, essa não é minha intenção, de almejar outros cargos, não quero isso. Eu fiz agronomia porque amo, gosto da terra e quero exercer isso, me sinto muito bem no meu escritório ao ar livre, mas estou prefeito, e agora nessa etapa eu tenho que fazer jus ao cargo que ocupo. Me vejo lá na frente como um profissional tão bom na área que vou me dedicar, meu projeto de vida é esse”, finaliza.



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