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AMHEC: Associação Marauense das Hepatites Virais
27/07/2018

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Saúde

A AMHEC é a rede de apoio que acolhe, trata e debate sobre o tema Hepatites em Marau. Fundada em 14 de dezembro de 2005, a Associação tem como objetivo orientar portadores de hepatites e seus familiares, além da população em geral.

Em seu histórico, desde a sua criação, possui muitas batalhas e vitórias, que serviram para melhorar o atendimento e o tratamento aos portadores de hepatites. Uma vez as consultas e tratamentos só eram realizados na cidade de Passo Fundo, mas hoje, graças ao trabalho da AMHEC são realizados em Marau. Outra luta da associação é derrubar o preconceito que ainda está relacionado a esta doença, tanto do paciente que se esconde, quanto da população que não busca informação.

A entidade hoje conta com cerca de 35 membros, alguns destes são os próprios sócios-fundadores da AMHEC, que até hoje e mesmo com o vírus negativado ainda participam dos encontros e acolhem os novos membros. A luta diária da associação é para que o portador de hepatite viral possa buscar no grupo uma forma de descobrir que ele é uma pessoa como qualquer outra, mas que luta mais pela sua vida e que tem grandes chances de vencer este obstáculo.

O grupo reúne pessoas que já passaram ou que estão passando pela doença. Eles se encontram todos os últimos sábados do mês a partir das 14 horas, junto ao centro multiprofissional Bem Viver, na Avenida Presidente Vargas, 1237. Também são disponibilizados atendimentos individuais, todas as quintas-feiras das 13h30min às 17h30min.


Depoimentos:

Ademar Franceschetto

“Eu descobri que era portador do vírus da hepatite B em 2005, porém apenas em 2009 quando a doença se agravou é que eu iniciei meu tratamento, naquela época se sabia pouco sobre a doença, até mesmo pelos médicos. Durante meu tratamento fiz 117 injeções de medicamento, de Interferon, ao redor do umbigo. Meu maior apoio foi a minha família e o grupo das hepatites, que logo passamos a frequentar, e isso fez a diferença porque entender a doença é o maior caminho para a cura. Eu acredito que a partir do momento em que a sociedade toda entender o que é a hepatite vai ser mais fácil para todos nós”.

 

Juvenal Poletto Lopes

“Fui vítima de um acidente de trabalho no ano de 1989 e depois disso fiquei durante 15 anos excluído da sociedade, apenas ficava trancado em casa. Quando descobri que também era portador de hepatite e passei a fazer parte do AMHEC me tornei uma pessoa diferente. O grupo me fez mudar e com toda sua rede de apoio me incentivou a seguir em frente. Depois de um ano de tratamento negativei o vírus da hepatite e segui com um trabalho de acompanhamento. O mais importante foi que redescobri a minha vida e criei coragem para ir além. Em 2012 fui um dos fundadores da AMPD – Associação Marauense da Pessoa com Deficiência, do qual sou o atual presidente. Conquistamos muitas coisas ao longo destes seis anos e tenho determinação para alcançarmos muito mais. A AMHEC me salvou e a AMPD me mantém em pé”.

 

Raquel Ebone

“Há 12 anos descobri que eu era portadora de hepatite C, num grau bem avançado e que já estava ocasionando problemas no fígado. Foram dez anos de tratamento, em uma época em que a possibilidade de cura não era tão grande como a de agora. O grupo certamente foi meu grande amparo num momento de muita angústia. Buscar as pessoas certas e um bom acompanhamento médico é a melhor forma de passar por isso. Depois de uma doença como essa a gente passa a observar e viver a vida de uma forma diferente e isso se torna um grande presente”.

 

Rudiberto Coldebella

“A hepatite me trouxe muitos problemas, mas também grandes amigos. Fui um dos sócios fundadores da AMHEC, a qual formamos com o objetivo de alertas as pessoas e também trazer o tratamento e mais recursos para o nosso município. Eu passei pelo meu tratamento e inclusive por um transplante de fígado tendo que me deslocar inúmeras vezes para Passo Fundo. Numa época muito difícil fizemos um trabalho muito grande com a comunidade, em conjunto com médicos, laboratórios, entre outros. Tenho muito orgulho de fazer parte desta história”.

 

Alessandra Gomes

“A associação com certeza mudou minha vida, primeiro porque foi fundamental no meu tratamento, para que ele funcionasse e desse certo. Segundo porque me identifiquei muito com esse trabalho voluntário, ao longo dos anos assumi funções dentro do grupo, porque queria retribuir tudo que recebi. Fui adotada por essa família e agora posso ajudar a adotar novos membros que nos procurem. Tenho orgulho, pois nosso grupo é uma referência no Brasil, o único da nossa região. Fazemos um trabalho de informação e estamos sempre abertos para receber qualquer pessoa que esteja interessada em saber mais sobre as hepatites”.