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Valter Bido
27/09/2018

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Nossa Terra & Nossa Gente

Ao longo de seus 69 anos de vida e 50 anos no meio musical, Valter Bido marcou sua história através das diversas atividades que exerceu e como a imagem de uma pessoa determinada. Trabalhou como barbeiro, mas se apaixonou mesmo pela música, com ela conquistou muitas coisas, sendo compositor, acordeonista, empresário e acima de tudo isso, sempre se fez um verdadeiro amigo, irmão, pai, hoje avô, sua maior alegria, e inspiração para os que seguiram os seus passos e aprenderam com suas experiências, frutos dessa importante trajetória.

Valter nasceu no interior de Marau, há 69 anos atrás. Liderou os seus irmãos nas grandes aventuras da vida e as viveu de forma intensa, pois jamais deixou de fazer aquilo que sentia vontade.

Durante algum tempo seguiu as atividades do pai, aos 14 anos de idade já cortava barba e cabelo. Foi nesta época que teve contato pela primeira vez com um acordeom, - “meu pai comprou uma gaitinha, porém logo vendeu, e nesse meio tempo eu comecei a juntar algumas notas no instrumento e me apaixonei”. Foi quando um amigo, Aldo Viapiana resolveu ajuda-lo a adquirir seu primeiro acordeon, levou o jovem menino até Passo Fundo, para comprar uma gaita, em 10 vezes, nas lojas Grazziotin.

?Carregando em seu peito o dom de ser gaiteiro, depois de aprender a tocar o instrumento sozinho, Valter fundou alguns grupos musicais. Inicialmente Os Tropicais, em 1972 foi sua primeira aventura musical, ao lado de grandes amigos, cantavam MPB e música internacional, durante cinco anos.

Nos anos 79/80, nasceu o Quarteto Minuano, conjunto vocal que representava o CTG Felipe Portinho. Com ele, Valter foi por duas vezes Campeão Estadual na modalidade Conjunto Vocal no Fegart, que o levou à apresentação mais importante da sua vida, cantar e tocar para o Papa João Paulo II em sua passagem por Porto Alegre – RS. Também foi 2º colocado no festival Carreta da Canção Nativa de Passo Fundo – RS, com a música Carreteiro, em 1982.

De 1990 a 1995 animou fandangos por todo o sul do Brasil com o Grupo Musical Bordoneio, do qual foi fundador. Em 92 foi Campeão do Festival da Música Nativista de Vacaria – RS, com a música Peão de Carijo, de autoria de Reonil Tesser, que também era o cantor do grupo.

Após tantas conquistas, entre elas também de Campeão Estadual na modalidade Gaita Tecla, no Fegart em 1980, Valter resolveu seguir novos rumos, mas sempre voltado ao ramo musical. Foi então que em 15 de dezembro de 1993 fundou a Eco Som, com o objetivo de comercializar aparelhos musicais, realizar a produção artesanal de caixas acústicas e especializar-se no desenvolvimento de produtos e projetos de sonorização.

Em setembro deste ano, Valter Bido está lançando o seu livro, intitulado Composições, onde ele reúne 84 obras de sua autoria, que retratam um pouco da sua vida, além dos usos e costumes do Rio Grande do Sul. “Espero, com minhas obras, ter dado minha pequena parcela de contribuição na preservação e divulgação da nossa cultura gaúcha”- explica o compositor, e conclui – “se tivesse que nascer de novo com certeza iria querer nascer gaiteiro”.



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