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Celso e Rebeca Zanin
26/10/2018

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História de Capa

Quando o Escritório Nativo foi fundado, em setembro de 1988, pelos empresários Julcemar Zanin, José Álvaro Chiot e Solimar Sandri, Celso estava retornando do estado da Bahia, onde trabalhou pelo período de quatro anos. “O Nativo me acolheu quando retornei à Marau, com o objetivo de aplicar meu conhecimento e minha vontade de trabalhar aqui. Mais tarde, cada um dos antigos proprietários encontrou novos caminhos e eu dei continuidade à esta empresa, que me oportunizou sucesso profissional pelas últimas três décadas” – comenta Celso.

A empresa nasceu com o foco em projetos de custeio agrícola, porém com o passar do tempo, de acordo com a demanda e as mudanças do mercado, passou a atuar na área de agrimensura. Inicialmente, com o uso do teodolito, antigo instrumento de precisão óptico que mensura ângulos verticais e horizontais. Mais tarde passou a utilizar a Estação Total (taqueômetro) e em 2010 modernizou o serviço ao utilizar o GPS RTK Leica. O trabalho desenvolvido durante este tempo, não só em nossa região, mas em todo o Brasil, fez do Nativo uma referência em seu segmento. O escritório presta serviços de medição de pequenos lotes urbanos até grandes áreas agrícolas. Também realiza projetos de retificação de matrícula, Usucapião, georreferenciamento para o INCRA, parcelamento de solo, processos de inventário e divisão de área. Presta assessoria ambiental para empresas, pequenos produtores rurais e loteamentos. Através da Solutus Construtora e Incorporadora Ltda, empresa que faz parte da Nativo e trabalha de forma complementar a ela, são realizadas implantação de loteamentos.

?Agrônomo, esposo e pai de família

Celso viveu no interior até os 12 anos de idade, quando veio para a cidade em busca de estudos. Optou pela faculdade de agronomia, graduando-se pela Universidade Federal de Pelotas. Aos 23 anos, recém-formado, recebeu um convite para trabalhar na Bahia. Em 1986 em solo baiano casou-se com sua esposa Ivanete, com quem iniciou uma família. Lá tiveram o primeiro filho, o Felipe.

Retornou para Marau em 1988 afim de reiniciar sua carreira aqui, onde passou a trabalhar na empresa que lhe transformou em um grande profissional e empresário.

Em 1990 o casal teve sua segunda filha, a Rebeca, que seguiu a mesma profissão do pai e hoje também é agrônoma. Em 1992 nasceu o filho Estevan e em 94 a filha Esther, completando assim a família. “A empresa e a família foram crescendo juntas, e enquanto me tornava empresário também estava enfrentando as dificuldades e as alegrias de ser pai” – comenta.

Rebeca se recorda que ela e os irmãos passavam bastante tempo no escritório, o que acredita ter sido a principal causa para se identificar com a profissão e desde cedo saber que queria estudar agronomia ou algo na área ambiental, paixão que compartilha hoje em dia com seu pai.

Seguindo os mesmos passos

Em 2008 Rebeca ingressou na faculdade de Agronomia, pela Universidade de Passo Fundo. Formou-se em 2012 e desde então passou a trabalhar ao lado do Celso no Escritório Nativo.

“Tenho muito orgulho de ter escolhido a agronomia, seguir os mesmos passos do meu pai e do meu tio que também é agrônomo, é onde está a origem da nossa família, e também me orgulho em fazer parte da Associação dos Engenheiros Agrônomos, da qual já fui presidente, e meu pai também, por diversas vezes, uma classe que é unida, e que me acolheu com a minha família desde criança, em viagens e passeios, certamente a convivência fez com que despertasse não só em mim, mas em muitos colegas a vontade de optar pela agronomia”- explicou Rebeca.

Trabalhar ao lado do pai não foi muito fácil no começo, segundo ela, “quando se sai da faculdade se pensa estar pronto para trabalhar, mas ainda faltavam muitas coisas quando iniciei minha carreira, noções de como trabalhar em equipe e ter autonomia, por exemplo. Mas aos poucos fui desenvolvendo essas habilidades e tendo ao meu lado um grande professor, que me deu a oportunidade de assumir a área ambiental dentro da empresa, onde me identifico e que hoje posso conduzir da minha maneira, depois de cinco anos que estou aqui”.

?A sucessão familiar

Celso acredita que todo empreendedor que conseguiu construir sua empresa, sonha em deixa-la para sua família, por isso se diz muito feliz e satisfeito pela sucessão natural que está acontecendo em sua vida e em seu trabalho.

“Estamos tomando muito cuidado para mantermos nossa linha de trabalho. Nossa empresa ao longo destes 30 anos adquiriu suas próprias características, e a confiança de nossos clientes, queremos agregar isso aos novos conhecimentos, mas respeitando nossa história para que o que construímos e conquistamos não se perca, mas sim se perpetue cada vez mais”- explicou Zanin e concluiu – “não pretendo deixar tão logo de trabalhar, mas dessa forma quando preciso deixar minhas atividades do escritório sei que a equipe toda continua trabalhando, sem que eu esteja aqui, pois tem alguém tão capacitada quanto eu à sua frente, isso eu pude perceber em 2016 quando sofri um acidente com proporções bastante sérias e complexas e fiquei afastado por um longo período, foi quando a Rebeca demonstrou todo seu potencial para assumir as responsabilidades diante da empresa e fez isso muito bem”.

Pai e filha acreditam que toda empresa familiar um dia vai passar por esse momento. “Estamos fazendo isso de uma forma tranquila e muito saudável, tanto para nós, quanto para quem trabalha conosco e principalmente para os clientes que precisam dos nossos serviços”.



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